quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A rir e a esticar, um Natal com histórias de encantar


 "Nino era um miúdo muito gordo, mas que também sabia ser magro.(Nino é diminuitivo, o verdadeiro nome de Nino é Menino).
   Quando se riam dele, quando espirrava, a dormir a sesta, Nino podia ficar magríssimo."

                                                                  Alface, Um pai porreiro ganha muito dinheiro

   Alface é o pseudónimo de João Alfacinha da Silva, escritor português que propomos como leitura num momento de pausa deste Natal.
   As histórias que conta são, na maioria, dominadas por um tom entre o encanto e a ironia, dados pela sua escrita sintética e muito visual: são, por exemplo, histórias com muitos filhos irreverentes, pais que passam a vida a ser despedidos e mães que caem de repente lá em casa, por vontade dos filhos e não dos pais, avós que recebem encomendas sem remetente, provenientes de destinos exóticos.
   Nos titulos "Uma mãe porreira é para a vida inteira", "Avó não pise o cocó" e "Filhos assim dão cabo de mim"  encontra o leitor uma súmula da diversão que pode encontrar, se quiser dedicar-se a estas obras de encantar.

   Fica o convite, com os votos da biblioteca escolar:
                                                                                              Natal divertido!
hr

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Via Inclusão - um contributo para uma sociedade inclusiva

Via Inclusão
Guia facilitador – guia prático para capacitar a comunidade ao acolhimento das pessoas com deficiência mental
De Pascale Millecamps e Miguel Rocha


Como o título sugere – e a informação adicional esclarece – este livro tem como objetivo alertar o leitor para o tema da inclusão da pessoa com deficiência mental na sociedade e resulta da experiência de trabalho da sua autora na área social de apoio à comunidade.

Pascale Millecamps é uma assistente social que vive em Portugal há alguns anos, com muita experiência nesta área. Trabalha atualmente como coordenadora da Comunidade Sócio-Terapêutica Casa João Cidade, instituição que se caracteriza por prosseguir “um projeto onde a pessoa deficiente tenha um papel central na gestão da sua própria vida.”

Este manual organiza-se em torno de duas ideias-chave: perceber e conviver.
A  primeira parte da obra dá-nos uma definição e um enquadramento sobre a pessoa com deficiência mental; a segunda incide de forma mais direta nas ações  e atitudes que todos podemos  e devemos adotar face às dificuldades que estas pessoas enfrentam.
O conceito fundamental que a autora pretende transmitir prende-se com o facto de que a pessoa com deficiência deve ser tratada da mesma forma que qualquer outra e que a atitude principal na  interação com ela deve pautar-se pela regra:  falar com a pessoa e não da pessoa”.
A obra surge com design e ilustração de Miguel Rocha, que recria as palavras da autora e constrói, também ele, uma história de inclusão. Não percam!

Este guia , nas palavras da autora, nasceu de encontros, apoios, inspiração e motivação.
Nasceu da partilha de valores solidários, aos quais não podemos ficar  reagir com indiferença. Por isso, da oferta deste livro à biblioteca escolar ao convite à sua autora para que viesse apresentá-lo aos alunos da escola foi um breve e rápido passo.

Pascale Millecamps virá à nossa escola no próximo dia 12 de Dezembro, para falar deste livro e da sua experiência de vida nesta área.
Talvez  possamos propor como ponto de partida para este encontro uma das frases marcantes deste guia, que mais convida a refletir sobre a necessidade da inclusão:

“Não queremos que vivam por nós, mas que nos ajudem a viver convosco.”
hr

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Português 10º. ano - Ler (mais) imagens

Hoje relembro a atividade de leitura que a biblioteca levou às turmas de 10º. ano de Português.
A mediadora de leitura Andreia Brites apresentou o livro Eu espero, de Davide Cali e Serge Bloch, traduzido da língua francesa por Miguel Gouveia, em 2008.
Trata-se de uma história de vida que mostra  o percurso de um homem banal, com os vários momentos-chave que surgem no quotidiano de todos os homens.
A forma de relato desta história é que traz  a originalidade: o livro é muito parco em palavras, desenvolvendo em todas as páginas, de forma muito sucinta, a frase do título, "Eu espero..." - acompanhado por um grafismo soberbo, em que o fio da vida é desfiado da primeira à última página, deixando o leitor encantado, comovido, nostálgico - e a lista podia ser completada pelos leitores/observadores que acompanharam a apresentação do livro.



Aos restantes, direi que poderão encontrá-lo, em breve, na biblioteca da escola.
E deixo outra sugestão, quando quiserem um livro com forte componente de imagem:
A árvore generosa, de Shel Silverstein, 1964, também disponível dentro de pouco tempo.


hr

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nos@Europe - Montemor a caminho de Bruxelas





A Escola Secundária de Montemor-o-Novo ficou apurada para a fase seguinte do Concurso Nos@europe, promovido pela Universidade de Aveiro, a nível nacional, com prémio atrativo: uma viagem a Bruxelas.

Vários professores aderiram a este projeto, ao qual  o Clube Europeu  se associou também, tal como a biblioteca, local escolhido por quatro das seis equipas concorrentes para realizar a primeira prova, o Quiz.

Das sete equipas da área do Alentejo, seis são desta escola e passam à fase seguinte:

     Geógrafas
     Minideputados
     Turistas da seara

Para eles, parabéns e inspiração para a prova  de texto, a seguir.

Às restantes equipas -  Turistas alentejanos, Alentejaninhos e Turistas da planície - obrigado por terem participado, sabemos que gostaram da experiência e contamos convosco para novas aventuras. 

Aos professores Antónia Salgueiro, Cristina Ferreira,  Helena Roquete, João Mulas e Sónia Custódio, que continuem a apoiar os alunos.

hr

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Construções


Para além da novidade que o betão vai revelando dia a dia, a escola que importa neste momento continua também a ser construída, na sua atividade diária, com toda complexidade que esta organização implica.
É a escola onde vivemos e onde procuramos envolver todos na perseguição das metas, objetivos  e estratégias que julgamos necessários para o sucesso dos nossos alunos.
Vários são os serviços que compõem a escola e costumamos defini-los assertivamente. Hoje, contudo, gostaria de fazer a apresentação de um serviço, de forma menos comum.
A  biblioteca da nossa escola não é um depósito de livros, jornais, revistas, filmes, música, ou outros.
Estes materiais sustentam a atividade da biblioteca, mas há que fazê-los chegar às pessoas, torná-los úteis, e isso consegue-se com ações que consigam responder a necessidades identificadas na escola pelos vários intervenientes: a biblioteca ausculta o que a rodeia, diagnostica e planeia em reflexão com o meio, gerando recursos e gerindo também os que se encontram no seio da escola e na comunidade em que esta se insere. Ou seja, a biblioteca identifica-se com a escola e, ao mesmo tempo, contribui para a sua transformação, funções que são, também, as da própria escola, sobretudo em relação aos alunos, cerne da sua existência.
A equipa de professores e funcionários auxiliares responsáveis por este setor da escola empenha-se diariamente na  manutenção, gestão e dinamização do espaço, gerindo os seus recursos e dando-lhes, assim,  verdadeiro sentido pedagógico.
Movimentar os recursos implica disponibilizar os materiais, trazer os alunos à biblioteca, familiarizando os novos e fidelizando os outros.
A biblioteca deve apoiar os trabalhos escolares: vamos à sala de aula, com trabalhos preparados para reforçar as matérias, ou apresentar novos pontos de vista; estamos presentes, diariamente, no apoio à pesquisa de informação e à elaboração dos trabalhos; respondemos às sugestões de leitura, adquirindo o que nos é solicitado, dentro das limitações orçamentais – ainda não temos jornais ou revistas este ano ; promovemos a leitura, com actividades que mostrem livros novos ou diferentes formas de chegar à leitura.
Devemos oferecer atividades que desenvolvam outras literacias – capacidade de leitura e compreensão de materiais diversos: temos cinema, teatro, banda desenhada, difusão de informação – blogue Ler Connosco, Jornal das Artes, visitas de estudo a exposições, sessões de leitura com convidados.
A biblioteca deve articular-se com o meio: apoiamos projetos de voluntariado, intercâmbio entre escolas, colaboramos com a biblioteca municipal Almeida Faria, obtemos apoio de entidades como O Espaço do Tempo.
E procuramos estar atentos, enquadrando a nossa atividade nas necessidades e nas potencialidades da escola e do meio envolvente, tentando cumprir a nossa função neste enorme desafio da  formação integral  com que a escola de hoje se debate.
hr

terça-feira, 25 de outubro de 2011

DIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR




24 de Outubro foi a data escolhida este ano pela Rede de Bibliotecas Escolares para celebrar a importância das bibliotecas escolares.

Como a meteorologia não ajudou, não pudemos fazer a festa na esplanada, como previsto, mas instalámo-nos com o conforto possível no corredor de acesso à biblioteca, zona de passagem quase obrigatória para a maior parte da população escolar.
Inaugurámos o Bookcrossing, que esperamos ser uma atividade que aproxime os leitores dos livros, tendo em linha de conta o seu lema: "Liberte um livro".
A decoração pretendeu dar um ar festivo a este dia, e mostrámos livros, os nossos objetos de estimação e um dos principais motivos da existência de bibliotecas escolares.
O professor José Miguel Fonseca criou um cartaz a assinalar a data e, como nunca esquecemos a opinião dos nossos utilizadores, pedimos "Uma ideia para a biblioteca".

Que este dia deixe uma boa memória, e que fiquemos inspirados com o tema proposto pela RBE para este ano:

 BIBLIOTECA ESCOLAR. SABER. UM PODER PARA A VIDA.

hr